Roger Flores relembra Vasco x Fluminense histórico pela Copa do Brasil: 'Foi uma loucura'

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A semifinal da Copa do Brasil entre Vasco e Fluminense, nesta quinta-feira (11), às 20h, no Maracanã, carrega não apenas o peso de uma vaga na decisão, mas também memórias de um dos confrontos mais marcantes da história do clássico. Em 2000, em São Januário, Roger Flores, então com 21 anos, protagonizou uma das grandes atuações de sua carreira e ajudou o Tricolor a eliminar o rival dentro da Colina.

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Na época, o Flu ainda voltava ao cenário nacional após subir da Série C, mas superou um Vasco considerado tecnicamente superior. Em entrevista ao Lance!, Roger lembrou a tensão, a pressão da torcida vascaína e bastidores daquele confronto.

— Tive uma atuação individual espetacular. O Vasco tinha uma seleção, um time muito superior. Eu lembro de algumas declarações do Eurico, dizendo de bicho, que não aceitava perder, que era time de segunda divisão e realmente foi uma das grandes noites minhas. Tive uma atuação individual espetacular — disse o ex-jogador, antes de relembrar alguns lances:

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— Lembro que domino uma bola no meio de um monte e depois faço uma jogada, tiro da cartola uma mágica onde todo mundo achava que a bola ia sair. Não tive espaço com a perna direita e toquei com a esquerda em cima da linha de fundo pra Agnaldo fazer o segundo gol. Logo depois faço outra jogada, driblo o goleiro, bato, ela corre em cima. Tivemos alguns problemas, o Zetti não estava em um bom dia. Levamos um gol contra, outro de falta com falha nossa. Teve uma briga com Viola, César, Régis… jogo foi uma loucura.

O empate por 2 a 2 classificou o Flu na época, graças ao critério do gol fora de casa. A atuação de Roger foi tão marcante que Abel Braga, treinador do Vasco à época, admitiu, ao Lance!, que o meia “acabou com o jogo”.

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— Mas o que o Roger Flores fez no jogo foi um absurdo. Eu lembro que tinham provocado o Fluminense. Falei: “Não provoca os caras, deixa eles”. Fomos eliminados ali — revelou Abel Braga, que foi demitido do Cruz-Maltino logo após o resultado negativo.

Na preparação para a semifinal, a história de 2000 reaparece como referência, especialmente para os atletas mais jovens. Roger acredita que o ambiente decisivo exige personalidade — algo que, para ele, pode se transformar em combustível.

— Eu sempre preferi jogar com torcida contra. Quando o estádio pressiona, você cresce. É jogo grande, e jogo grande não se joga tímido.

Duas décadas depois, o clássico decide novamente um mata-mata na Copa do Brasil. Em 2006, os tivais já tinham se encontrado mais uma vez. Assim como nesta quinta-feira (11), valendo vaga na final. O cenário agora é outro, mas o clima de tensão permanece. O Vasco chega pressionado, com apenas uma vitória nos últimos oito jogos. Do outro lado, Fluminense vive seu melhor momento na temporada, invicto há sete partidas e embalado pelo trabalho de Luis Zubeldía, que recuperou a equipe no Brasileirão e ampliou o desempenho como mandante.

Apesar disso, há um tabu em jogo: o Flu nunca venceu o Vasco na Copa do Brasil, carregando eliminações em 2000 e 2006. O Tricolor terá ainda o desfalque de Canobbio, suspenso. Soteldo, que participou de três gols nos últimos jogos e vive seu melhor momento desde que chegou ao clube, deve assumir a vaga.

Vasco X Fluminense: como chegam as equipes?

O Vasco da Gama chega para a partida a primeira partida da semfinal em um momento conturbado. A equipe venceu apenas um dos últimos oito jogos. A equipe concluiu sua participação no Brasileirão no último final de semana, quando o treinador Fernando Diniz optou por utilizar um time alternativo contra o Atlético-MG e acabou goleado por 5 a 0.

Na Copa do Brasil, a equipe segue invicta. Ao todo, são três vitórias e cinco empates na competição. O Gigante da Colina iniciou sua trajetória vencendo União Rondonópolis e Nova Iguaçu (ainda em partidas únicas) e, depois, superou Operário-PR, CSA e Botafogo em jogos de ida e volta.

Ao contrário do Vasco, o Fluminense vive seu melhor momento após o Mundial de Clubes. A equipe comandada por Luis Zubeldía está em uma sequência de sete jogos sem perder (cinco vitórias e dois empates). Na última rodada do Brasileirão, o treinador optou por escalar o time titular e venceu o Bahia por 2 a 0, no Maracanã.

Nesta edição da Copa do Brasil, o Tricolor foi derrotado em apenas uma oportunidade. No primeiro jogo das quartas de final contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, o clube baiano venceu por 1 a 0. No total foram oito jogos (seis vitórias, um empate e uma derrota).

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